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sexta-feira, 10 de abril de 2015

Flash Submersos - O batismo e o poder do Espírito Santo
Jubrac Jacuí22:12

A ordem do Senhor Jesus para os discípulos foi: fiquem em Jerusalém até que do alto sejais revestidos de poder. Deus escolheu Jerusalém. Havia um propósito de Deus em relação àquele lugar. Muitas coisas estavam envolvidas na permanência dos discípulos naquele lugar.

Os discípulos permaneceram em Jerusalém e quando chega o dia, o Espírito Santo vem sobre eles. Para muitos, ali não estava acontecendo nada, mas para Deus, o que Ele havia falado estava acontecendo. O desejo de Deus é comunicar aos seus amigos o que está acontecendo ou para acontecer. Os discípulos poderiam ter priorizado tudo ao invés da vontade de Deus, mas decidiram priorizar a ordem de Deus e foram revestidos com o Espírito Santo.

O batismo com o Espírito Santo é uma das primeiras coisas que o crente deve receber após sua conversão, mas não é o que acontece por razões como a ignorância, o ensino errado, a visão distorcida de que isso era apenas para a igreja primitiva, o desinteresse ou uma vida cristã superficial. As pessoas que vão sendo salvas têm o direito de receber o Espírito porque o Senhor já as deu o direito de usufruir do Espírito. Nós, como igreja, lembramos de como era no passado, mas agimos como se pudéssemos abrir mão de ver os novos convertidos sendo cheios do Espírito Santo.

Somente com o poder de Deus podemos andar em vitória e prevalecer sobre a carne, o mundo e o diabo. Só a igreja tem a condição de ser vitoriosa sobre tudo isso porque o Espírito Santo foi enviado para estar na igreja.

Portanto, o batismo com o Espírito Santo e um dom de Deus que todo cristão regenerado pode e deve receber porque já nos foi dado, esta à disposição da igreja.

A promessa do pai de que falou Jesus Cristo

Há muitas promessas no Antigo Testamento referentes ao envio do Espírito Santo, mas nos ateremos à de Ez 36:26,27. Ninguém crê em Jesus se não for por meio do Espírito. Na verdade, todo crente genuíno tem o Espírito Santo morando nele, mas nem todos são cheios dele.

O trabalho da Trindade é tão bem executado de forma que não há necessidade de qualquer tipo de interferência humana. É o Espírito Santo quem convence o homem e se não for por Seu intermédio, não há novo nascimento, regeneração. Então, o Espírito vai, libera a palavra, testifica para que o homem creia no Filho. Por sua vez, o Filho diz: ninguém vem a mim se o Pai não o enviar. A Trindade executa o processo de salvação de forma eficaz, sem que a velha natureza possa ter participação.

Quando a igreja lavada e remida no sangue do Cordeiro chegar no céu, não haverá nada em nós no sentido de pendência ou dívida. O que haverá será somente adoração ao Cordeiro, louvor àquele que venceu. Não há como a igreja tirar os olhos dele, se distrair ou se entreter. A obra da salvação foi executada de tal forma que quando a grande multidão comparecer diante do trono de Cristo, nós apenas diremos "Santo é o Senhor dos Exércitos". O louvor é dele, a glória pertence a Ele.

Assim, a igreja não pode aceitar nem mesmo a ideia de que alguém possa tomar o lugar que é do Senhor Jesus. O culto começa e termina com Ele, quem batiza com o Espírito Santo é Ele. Por isso, o levantar das mãos, o dobrar dos joelhos são para o Senhor da Tribo de Judá. Então, não podemos aceitar a ideia de que qualquer coisa aconteça por nossa causa, pois a igreja e a obra estão edificadas nele, a rocha, a pedra da esquina.

No Pentecostes, os irmãos da primeira igreja foram tomados de tamanha alegria que não conseguiam se conter. O Pentecostes foi uma festa porque foi quando o Espírito Santo veio morar na igreja(Rm 8:9).

Ser batizado com o Espírito Santo é fundamental para vivermos uma vida cheia dele (Ef 5:18). O batismo com o Espírito é um ato de derramamento, mas o enchimento dele é o estado de surgir, vir à luz, iniciar. Quando somos batizados, recebemos também a virtude para servirmos, mas pela plenitude no Espírito, podemos encarnar o caráter de Cristo e manifestar o fruto do Espírito (Gl 5:22,23).

O batismo com o Espírito Santo

João declarou que Jesus é o  batizador, ou seja, é ele quem capacita a pregar, a interceder, a orar mais intensamente e nos submetermos à vontade de Deus. É poder para uma vida cristã vitoriosa.

Uma promessa para hoje

No dia de Pentecostes, o Senhor cumpriu a promessa de enviar Seu Espírito Santo para viver em nós e nos revestir de poder (At 2:38,39). A  bíblia revela que a maioria das pessoas que recebeu o batismo começou a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo as capacitava (at 2:4). O Espírito dá as palavras e nós só as falamos (Jo 7:38). Quando recebemos a Jesus como nosso Senhor e Salvador, somos imediatamente perdoados e salvos da condenação eterna, mas isso não significa que passamos a ser controlados pelo Espírito Santo.O batismo com o Espírito não é algo que recebemos automaticamente, mas temos essa benção à nossa disposição assim que nascemos de novo. O que precisamos fazer é tomar posse o quanto antes.

O poder do Espírito

Quando Deus nos chama, também nos capacita. Apesar do treinamento teológico que os discípulos tiveram aos pés de Jesus ao longo de três anos, ainda não estavam prontos para fazer discípulos (Mt 28:19, 20) pois ainda não estavam cheios do Espírito Santo. Quando somos cheios do Espírito, essa condição passa é notória em nossas vidas. O Poder do Espírito Santo deve ser permanente na vida do crente (1 Tm 6:12) e reproduz os atos próprios do caráter de Jesus (2 Co 3:18). Observamos que, quando Jesus declarou "recebereis poder", Ele estava sinalizando aos seus discípulos sobre uma nova experiência, diferente de tudo que já tinham vivido.

At 19:1-6 - A palavra poder do original grego também significa força, fortaleza, capacitação. Por meio desse poder, o crente consegue perseverar em oração, ser testemunha convincente do evangelho, etc. Entretanto, a ordem do Senhor é "enchei-vos do Espírito", o que significa que em todo tempo temos que nos encher do Espírito, o que não significa ter mais dele, mas Ele controlar toda a nossa vida.

Quem é cheio do Espírito Santo pode ouvi-lo sem problemas. Não há ruidos que o impeçam de atender ao Seu divino chamado. Mesmo em meio às maiores lutas e ruídos, quem anda com o Espírito Santo consegue ouvi-lo. Mesmo em meio às tribulações, Deus nos estende a mão e nos garante a Sua divina ajuda.

Ap 22:29 - Quem tem ouvido? A igreja! Ela tem ouvido a palavra, ela tem ouvido para a palavra. Por isso, quando vem a tribulação, ela reconhece a voz do bom pastor.

O Espírito Santo nos dá poder para sermos testemunhas de Cristo (Lc 10:9). A palavra original do grego para testemunhas é a mesma que dá origem ao termo mártir. Testemunhas é o mesmo que manifestar aquilo que Jesus fez e está fazendo em nossas vidas. É esse poder para testemunhar que o Espírito Santo deseja nos dar.

O Espírito foi enviado para habitar em nós afim de:

  • Manifestarmos o Seu fruto que é o caráter de Cristo;
  • Sermos cheios de poder para anunciar o evangelho (sermos testemunhas);
  • Levar-nos a conhecer a Palavra de Deus e assim termos fé para realizar as obras de Jesus;
  • Assegura-nos que somos filhos de Deus;
  • Lembrar-nos dos ensinamentos de Jesus;
  • Ajudar-nos em todas as nossas limitações, ensinando o que fazer em situações específicas, como orar, que decisões tomar, o que pedir e como falar;
  • Guiar-nos à verdade, livrando-nos do erro e do engano;
  • Consolar-nos em meio às tribulações e nos encher de coragem para enfrentar vitoriosamente todos os problemas da vida.

Devemos passar a louvar a Cristo, glorificando aquele que venceu todos os nossos inimigos e nos fez templo do Espírito Santo. Devemos ter uma postura de louvor e adoração porque Deus habita entre os louvores do seu povo.

Uma das manifestações do batismo com o Espírito é falar em outras línguas, mas a maior manifestação é falar a linguagem do amor. É um desejo de estar mais próximo de Jesus e cumprir o Seu propósito de abençoar a todas as famílias da Terra. A igreja foi levantada para abençoar a todas as famílias da Terra. Não pode ficar com ciúme, falar ou esperar o mal de ninguém porque o papel da igreja é abençoar.

Enquanto apedrejavam Estevão, esperava-se dele um palavrão ou coisa parecida, mas da boca de Estevão não saiu uma maldição, saiu uma benção, que caiu em Saulo e quando ele vem no caminho de Damasco com a carta no bolso para prender, para judiar da igreja, Deus faz a obra porque o Senhor ouve quando a igreja abençoa. Então Saulo cai e Deus pergunta o por quê de ele perseguir a Jesus e Jesus faz a obra na vida dele.

Terça a noite
Preletor: Pr. Isaías
Texto base: Mt 3:11 / At 1:4,5,8

sexta-feira, 13 de março de 2015

Flash Submersos - Apascenta minhas ovelhas
Jubrac Jacuí23:08

Texto base: Jo 21:15-17

Pedro achava que a pergunta de Jesus: 'você me ama?' era uma pergunta comum, como as que Jesus fazia normalmente. Mas essa era uma pergunta diferente, que o fazia refletir sobre si mesmo. Jesus pergunta uma vez e Pedro, meio distraído responde "sim, eu te amo". Na segunda vez, Pedro pode ter pensado que Jesus gostava de um carinho e reafirmou. Quando Jesus pergunta a terceira vez, soa diferente para Pedro e ele fica magoado e para. Naquele momento, a voz de Jesus era como uma tocha queimando em seu coração e o empurra para a parede. Com essa pergunta,  feita pela terceira vez, Pedro chega a conclusão de que era incapaz de entender a profundidade desse amor que Jesus estava falando.

Quando Jesus pergunta pela terceira vez, algo diferente acontece dentro do coração, da vida de Pedro. Essa pergunta queria dizer que ele ia ter que abrir mão de muitas coisas, de seu ego para poder apascentar as ovelhas. A pergunta de Jesus pela terceira vez mudou a maneira de Pedro pensar. Até então, ele estava respondendo sem tanta consciência do que significa amar ao mestre Jesus.

A reposta de Jesus: "cuide das minhas ovelhas" talvez tivesse despertado em Pedro uma reflexão sobre a dificuldade de cuidar das ovelhas, sobre como essas ovelhas eram especiais. A verdade é que, como seres humanos, sabemos que dentro da nossa realidade, temos maneiras de expressar amor. Nas duas primeiras vezes, a resposta de Pedro a Jesus era um tanto quanto rasa e não estava no mesmo nível de profundidade da pergunta de Jesus. Ele afirmava que sim, o amava do jeito dele, cuidaria das ovelhas do jeito dele, mas Jesus queria saber se Pedro conseguiria amar como Ele amava, cuidar como Ele cuidava.

Jesus estava perguntando se Pedro conseguiria amar com o amor ágape, isento de afeições sexuais, de intenções próprias. Quando o coração de Pedro aperta, vem a consciência da sua incapacidade, limitação e fraqueza, porque, quem era Pedro? Aquele que negou Jesus três vezes, fracassou, falhou com Ele na hora em que o Mestre mais precisava.

A palavra fala de forma mais profunda a respeito desse amor que Jesus estava dizendo. As características desse amor são:

Sofredor - Não ficarei zangado, nunca levantarei a voz ou perderei a calma com a ovelha do Senhor Jesus?
Benigno - Verei sempre algo positivo na ovelha do Senhor Jesus? Procurarei sempre elogiar em vez de criticar?
Não é invejoso - Não ficarei com ciúmes quando a ovelha do Senhor tiver algo melhor que eu?
Não trata com leviandade - Não vou querer ser o centro das atenções nas conversas?
Não se ensoberbece - não serei orgulhoso nem arrogante diante da ovelha do Senhor Jesus?
Não se porta com indecência - não serei grosseiro, sarcástico nem crítico com a ovelha do Senhor Jesus?
Não busca seus interesses - Não serei possessivo com a ovelha do Senhor Jesus? Buscarei sempre a vontade de Deus e não a minha para a vida dela?
Não se irrita - Não ficarei irritado quando a ovelha fizer algo que possa me entristecer?
Não suspeita mal - Vou demonstrar que meu coração confia na ovelha e que tenho em mim a capacidade de perdoar?
Não folga com a injustiça - Será que não terei prazer quando a ovelha receber punição por não ter me obedecido em alguma instrução?
Folga com a verdade - Vou me alegrar quando a ovelha receber um elogio ou recompensa que em parte caberia a mim?
Tudo sofre - Serei capaz de suportar qualquer tipo de provação ou angústia pelo bem daquele que eu amo e que o Senhor colocou sob os meus cuidados?
Tudo crê - Vou confiar na Ovelha?
Tudo espera - Serei capaz de amar sem desanimar nem desistir da ovelha?
Tudo suporta - Serei capaz de conduzir e apoiar a ovelha suportando-a e amando-a?

Era a respeito desse amor que Jesus estava falando com seu discípulo Pedro. A princípio, ele não compreendeu, mas quando Jesus perguntou pela terceira vez foi como se seus olhos fossem abertos. E o Senhor também tem aberto nossos olhos para que nossa resposta seja convicta e consciente quando Ele nos perguntar.

Jesus está nos levando a um conhecimento mais profundo e quando chegamos a esta profundidade do amor de Deus, chegamos a conclusão de que não conseguimos, que é mais elevado e pesado do que nós conseguimos aguentar e nosso coração fica apertado como o de Pedro porque nos deparamos com a realidade da nossa limitação, da nossa fraqueza.

Amar a Deus acima de todas as coisas é a única forma de receber autoridade para pastorear e apascentar. Somente cuidando das ovelhas do Senhor Jesus nosso amor a Ele será concretizado, firmado.

O que fazer diante da nossa limitação? Nós não temos o que fazer, somos assim. Diante de nossas limitações, fraquezas, dificuldades, precisamos crer que Deus derramou Seu amor em nossos corações por meio do Espírito Santo que Ele nos concedeu (Rm 5:1-5).

Em nós, pode haver a realidade de nossas fraquezas porque somos assim, mas nós não podemos ignorar o princípio da palavra de Deus que diz que esse amor que cura, que restaura, que faz com que o caído se levante, que o aprisionado seja liberto, já está dentro de nós por meio do Espírito Santo. Ele colocou dentro de nós essa capacidade de amar, apascentar. Não precisamos mais buscar em lugar nenhum porque Ele já colocou em nós. Não duvide: o amor já está dentro de você. Então, não tenha medo porque não é o seu amor que vai cuidar, não é sua forma de fazer que vai gerar vida.

O Espírito Santo pergunta: você me ama? E o próprio Espírito Santo diz: então, apascenta as minhas ovelhas!

Cheios do Espírito Santo, podemos dizer: Sim, Senhor, Tu sabes que te amo.

Terça a tarde
Preletor: Pr. Elizeu

Flash Submersos - Modelo de Consolidação DIPE
Jubrac Jacuí22:51

Estamos passando por uma experiência intensa de aprender a evangelizar. Por meio das instruções e capacitação que temos recebido, Deus quer nos levar a ganhar muitas almas!

Deus tem salvado muitas almas em nossa igreja. Só nos 12 dias, foram 215 pessoas que aceitaram a Jesus. Agora, precisamos amadurecer em tornar cada pessoa que ganhamos parte da nossa comunidade.

Imagine uma pessoa que acabou de aceitar a Jesus. A primeira batalha que ela passa é após a sua decisão, quando bate a dúvida sobre como vai ser a partir de agora, sobre o que as pessoas vão dizer. Em um segundo momento, ela se depara com a dificuldade de se reunir com pessoas que ela não conhece.

Fazer com que as pessoas se tornem parte da comunidade é uma responsabilidade nossa e isso não tem a ver diretamente com a pessoa que está chegando.

Consolidação é fruto de amor e não de um processo ou de algum líder que encaminhou alguém para fazer isso. Esse é o nosso desafio! Nosso coração precisa mudar para que não nos prendamos às regras e para que possamos dizer o que Jesus disse ao Pai em Jo 17:12.

O que nos alegra é que essa não é uma missão impossível, mas uma missão possível porque Deus já nos deu a estratégia. Quando Ele nos manda fazer alguma coisa, Ele também nos dá os recursos para cumprir o que Ele está mandando.

Dentro do DIPE, a estratégia que Deus nos deu para integrar as pessoas é:

Acolher com amor - dando os primeiros cuidados que a pessoa precisa quando ela decide aceitar a Jesus
Passo 1 - apelo e suporte da Sibrac nesse momento
Passo 2 - a pessoa é acolhida na sala, recebe uma ficha para preencher os dados e é instruída sobe as 4 leis espirituais

Sermos mais rápidos que nosso inimigo 
Passo 3 - Fazendo contato 24h com a pessoa e convidando para o Fape

Ponte de integração
Passo 4 - Contato do líder de Fape e encaminhamento ao Fape

Relacionamentos sustentadores e dar o alimento básico 
Passo 5 - Discipulado Nível Inicial

Apresentar nossa casa
Passo 6 - Apresentar a igreja, os líderes e a visão
Passo 7 - Batismo

Ser recebido na família 
Passo 8 - Cerimônia de recebimento
Passo 9 - Se torna um membro do Fape

Investir no desenvolvimento espiritual 
Passo 10 - Maturidade cristã
Passo 11 - Ser um discípulo principal

Terça a tarde
Preletor: Paula

Flash Submersos - Consolidação: A maravilhosa obra do Espírito Santo
Jubrac Jacuí22:45

O Espírito Santo deseja se comunicar conosco em nosso dia a dia e realizar a Sua maravilhosa obra no nosso cotidiano.

No começo, a Terra era sem forma e vazia, ou seja, era um lugar inabitável e o Espírito de Deus pairava sobre a face das águas para trazer vida. A maravilhosa obra do Espírito sempre culmina em vida.

A partir do capítulo 3 de Gênesis, o Espírito Santo passa a trabalhar pela regeneração do homem. Quando o homem é expulso do Éden é para que ele permaneça em sua condição finita e para que o Espírito Santo possa atuar regenerando-o. Isso é tão verdadeiro que o Espírito começa a trazê-lo de volta e a partir de quando o Espírito Santo o traz, nasce uma nova cultura em nós.

Antigamente, estávamos todos afastados de Deus, mas em Gl 2:20, Paulo traz uma nova perspectiva de vida, na qual não somos mais nós quem vivemos, mas o Espírito de Deus em nós nos faz viver e pensar de maneira diferente.

A ação do Espírito em nós não negocia com a ação humana. O Espírito Santo trabalha de maneira única e exclusiva: sendo Senhor. Em Ef 5:18, o apóstolo Paulo coloca em contraponto o embriagar-se com vinho versus se encher pelo Espírito Santo. Assim como não dá para disfarçar a manifestação do álcool no corpo, não dá pra disfarçar quando Deus manda em nós e o resultado de quando Deus domina é uma vida que pastoreia, uma vida que discipula. Talvez você esteja tentando criar algo que não pode ser criado: não dá para transitar entre dois mundos nem viver sob o domínio do Espírito Santo e do mundo.

A manifestação do Espírito em nós nos faz amar uns aos outros porque o Seu agir gera vida.

O ser em não Deus

Em não Deus porque o homem distante de Deus não vive em um espaço onde há a ausência de Deus, mas em um espaço em que não existe Deus.

O ser humano em não Deus faz as obras da carne (Gl 5:19-21). O ser humano em não Deus permanece morto, inerte (Rm 3:23). E o que um morto faz?



Nós faríamos igual se não tivéssemos o Espírito Santo atuando em nós. As obras da carne continuam e se mesclam a coisas que chamamos de conforto, tempo, espaço. Tão cruel quanto matar é deixar morrer. Se não pastorearmos como devemos, estamos fazendo coisas tão cruéis quanto esta.

Tem coisas que a gente finge  que não vê, mas as coisas não fingem q não acontecem. As vezes, permitimos que as obras da carne se manifestem em nós e não precisamos fazer muita coisa para isso, apenas deixar de fazer o que Deus nos manda fazer.

Existe em nós a possibilidade de mudar a vida de alguém. Deus pode restaurar toda e qualquer pessoa porque não há culpa maior do que o poder de Deus.

Quando nos colocamos à disposição de Deus, quando Ele reina em nós, as obras da carne dão espaço aos frutos do Espírito Santo e isso acontece porque Ele é Senhor, Ele tem todo o poder.

O que somos e fazemos reflete a nossa disposição. Se de fato entendermos o chamado de Deus, abrimos mão de todas as coisas que nos impedem de fazer a vontade dele. Se o Espírito Santo reina em nós, nós conseguimos amar ao próximo como a nós mesmos e cuidar dele (Lc 10:30-37).

Precisamos parar de selecionar quem a gente ama, quem a gente cuida. É fácil amar quem nos faz bem, mas e o mundo que está perdido, que zomba de nós por sermos crentes? E o mundo que nos afronta e nos ofende? A esses devemos amar também.

Mc 1:16-18 mostra a disposição de Pedro e André. É óbvio que cuidar de pessoas dá trabalho, mas o que Deus quer de nós é a disposição em fazer o que Ele nos ensinou a fazer.

Todos os milagres mostravam a divindade de Cristo. Em At. 1, Jesus volta a viver, mas os discípulos ainda não entendem seu propósito, mas Jesus não desiste deles, Ele não desiste de nós. Precisamos cuidar das pessoas porque a consequência de não fazer o que Deus mandou é muito maior do que a de fazer.

Nosso propósito gera identidade, revela a vontade de Deus e evita que percamos o foco. Deus não se importa com coisas, Deus se importa com pessoas. Nós também precisamos continuar nos importando com pessoas.

As situações que aparecem na nossa vida geram algumas distorções no nosso olhar. O passado é uma dessas coisas que, quando é cultuado, a gente começa a pensar que o que passou era o melhor, mas quem vive de passado não é museu, é escravo. Precisamos abrir mão do que vivemos no passado para entendermos o que  Deus tem pra nós.

Outra coisa que distorce nosso olhar e às vezes nos prende ao passado é a culpa (2 Co 12:9). Às vezes ficamos nos prendemos ao que fizemos e erramos, mas já tendo deixado as práticas para trás, temos autoridade para ajudar as outras pessoas que estão sendo tentadas na mesma área, para que elas não sofram o que sofremos.

A última distorção é o orgulho (Mt 16:22-25). Todo culto à individualidade é demoníaco. Às vezes nos cultuamos demais, achamos que nosso tempo é mais importante do que o dos outros e chegamos atrasados em tudo.

A gente resiste a tudo menos a nós mesmos. Um exemplo disso é nossa reação sempre que vemos um espelho. Só que precisamos entender que o orgulho nos torna menos humanos porque nos faz olharmos só pra nós mesmos. As pessoas passam a só ter valor se nos beneficiam e o orgulho cria um mundo onde eu sou a referência necessária. Nós ouvimos a todo mundo, mas não escutamos a ninguém e passamos a viver em uma disputa. O orgulho não nos deixa enxergar o outro. Amar é olhar com o olhar do outro e entender quem ele é.

O orgulho vai sempre construir torres  e faz a gente subir e subir para lugar nenhum. Precisamos abrir mão de nós mesmos para entendermos quem é o outro para Deus. A bíblia é um livro que gera relacionamento entre as pessoas e só nos relacionamos com as pessoa porque nos relacionamos com Deus. Se você serve as pessoas é porque seu relacionamento com Deus está bom. Se as pessoas só te servem, seu relacionamento com Deus vai mal.

Deus quer nos livrar de uma vida vazia na qual a gente se engana achando que é muito mais do que o que de fato nós somos. Nós só somos o que Cristo disse que nós somos e só seremos tudo quando formos tudo o que Cristo quer de nós.

Que nessa empreitada da consolidação, sejamos referenciais na vida das pessoas as quais Deus nos colocou para cuidarmos.

Terça a tarde
Preletor: Pr. Matheus
Texto base: Gl 5:22-25

terça-feira, 10 de março de 2015

Flash Submersos - A Consolidação na perspectiva da parábola do semeador
Jubrac Jacuí21:38

A princípio, a parábola do Semeador  parece falar apenas sobre evangelismo, mas ao meditar um pouco mais, notamos que Jesus também está falando de outros segredos. A intenção de Jesus não é só informar, Ele estava dando um manual de consolidação.

Uma nova árvore não nasce dando frutos de um dia para o outro e um novo cristão também não. Por isso, consolidar é o processo de tornar um novo cristão  frutífero.

Na análise dessa parábola, podemos observar as seguintes coisas:


  • Quem semeia, semeia para ter resultados;
  • A semeadura tem que ser algo pensado, intencional (v 4). Quando vemos na palavra que as sementes caíram na beira do caminho e no terreno pedregoso, notamos que o semeador não jogou as sementes lá, mas elas caíram;
  • Jesus estava indicando qual semeadura daria fruto e qual não daria. 

Mas qual o sentido de Jesus informar isso pra alguém?
Ele fez isso para poder indicar o melhor resultado do plantio, Ele estava dando uma dica de como ter uma colheita boa.

Quando Deus nos dá a dica, nos revela algo, podemos lidar como alguém teimoso que acha que já sabe como fazer e se fecha para a relevação ou podemos ter pelo menos a iniciativa de fazer um teste e ver se as coisas realmente são da maneira como Ele está dizendo. Contudo, consolidação não é inovação, é voltarmos a fazer o que Jesus já ensinava seus discípulos a fazer.

A solução para cada caso

À beira do caminho (v 4) - O problema dessa semente são as aves. Jesus mostra o correspondente espiritual no v 19.  É super comum isso acontecer. A pessoa não entende a palavra e quando as aves vierem, ela se torna a presa mais fácil que tem. Mas como as pessoas vão entender a palvra se ninguém a explicar? Um exemplo disso é a história de Felipe com o eunuco (At 8:26-38). A solução para a semente frutificar na beira do caminho é gente explicando a palavra. Deus usar igreja para que os novos crentes se tornem frutíferos.

O terreno pedregoso (v 5, 6) - O problema dessa semente é que ela não tem raiz. O correspondente espiritual está nos v 20 e 21. A perseguição aumenta e a pessoa desiste, mas isso acontece porque não tem ninguém andando junto para dar força para ela. Quem é cristão há um certo tempo já criou raiz e por isso não desiste quando as perseguições vem, mas quem está começando agora não tem raiz ainda e precisa de alguém pra segurar a onda com ele.

Entre os espinhos (v7) - correspondente v 22. O problema desta é que as preocupações da vida começam a dividir sua atenção. Essa pessoa precisa de um discipulador. Se essa pessoa se perder, a culpa é nossa, que não trabalhamos por sua consolidação. A gente acha que crente é como mato, que nasce e cresce sozinho e em qualquer canto, mas a palavra nos compara ao trigo, que precisa de cuidado para crescer e frutificar.

A boa terra (v 8, 9) - correspondente v 23.

Todos os problemas anteriores se resolvem com uma mudança de postura do semeador. Então, cabe a nós escolhermos o tipo de semeador que seremos. Nós vamos ter que prestar contas a Deus de tudo o que fizermos, inclusive das sementes que não consolidamos.

Imagine o semeador brigando com a semente que não deu fruto. Assim somos nós brigando com os novos convertidos, mas nosso trabalho não é brigar. É cuidar.

Jesus está nos dizendo: aceitou a Jesus, tem que cuidar.

E conforme a gente vai cuidando, vai dando fruto.

Terça de manhã
Preletor: Pr. Luciano
Texto base: MT 13:1-9 / 18-23

domingo, 8 de março de 2015

Flash Submersos - O fruto do Espírito
Jubrac Jacuí22:03

Todo crente regenerado é habitação do Espírito Santo. Seu desafio depois da conversão é viver no controle do Espírito Santo (Ef 5:18). A Bíblia está repleta de pessoas que foram cheias ou dominadas pelo Espírito Santo. Um bom exemplo é Estevão, que momentos antes de ser martirizado, mesmo em meio à dor e a humilhação, foi capaz de ver a gloria de Deus, sentia-se pronto para ir para o céu, amou seus inimigos orando por eles e conseguiu perdoar seus maus feitos.

A morte de Estevão mostra o que o fruto do Espírito Santo pode fazer na vida de uma pessoa. Seus olhos não estavam nos seus maus feitores. Estevão não teve ódio ou rancor por seus inimigos, antes orou por eles, manifestando, assim, o fruto do Espírito Santo em sua plenitude.

O Fruto do Espírito Santo

A palavra fruto indica o que é produzido pelo esclarecimento. O Espírito Santo é a fonte de onde vem essa produção. Essa obra do Espírito é basicamente a reconstrução da imagem de Deus no homem regenerado, que foi perdida desde o Jardim do Éden.

Quando tem o fruto do Espírito Santo, o homem recebe novamente a condição de ser aquilo que Deus planejou que Adão fosse antes da queda, o que Jesus vivenciou aqui na Terra. Ao olharmos para a palavra de Deus, vemos o quanto o ser humano perdeu por conta do pecado, que interferiu, transformou, mudou aquilo que o ser humano deveria ser. Imagine como o ser humano seria se o pecado não tivesse entrado na vida do homem! Deus em Sua infinita misericórdia enviou Jesus para resgatar e regenerar o homem e isso hoje é estabelecido por meio do fruto do Espírito Santo.

Quando alguém vem para a graça por meio do novo nascimento, até a aparência da pessoa muda. Ele era feio, mas fica bonitinho. A ação de Deus em nossas vidas vai reconstruindo a imagem de Deus. Adão foi criado segundo a imagem e semelhança de Deus e isso não diz respeito apenas à capacidade de raciocínio, livre decisão e sentimentos, mas também à semelhança moral. Adão era puro, santo e irrepreensível, mas com o pecado, ele perde essa pureza moral, se corrompe no caráter e a imagem de Deus nele fica deformada, caricaturada, manchada e perdida.

Assim como hoje tem modelos que vendem roupas e paradigmas para as pessoas, Adão também  era um modelo de homem, mas o pecado chegou e o jogou lá em baixo. Então, Deus mandou o segundo Adão e hoje toda a igreja pode ser igual a Jesus Cristo, o nosso Senhor.

A manifestação do fruto é obra do Espírito Santo, não vem de qualquer esforço humano ou exigências legalistas de uma religião qualquer. O Espírito de Deus pode e quer reproduzir na vida do crente essas qualidades morais. Muitas vezes, temos os dons, mas nosso caráter está todo deformado, por isso Deus deu os frutos do Espírito para restaurar essa nossa área, mas essa restauração só acontece se dermos a Deus o controle de nossa vida (Gl 5:22-23.)

Ao dizer "não se embriaguem com o vinho", Paulo está querendo dizer: "não caiam na libertinagem, na imoralidade, na devassidão, no deboche". Livrem-se disso. Ser cheio do Espírito é um processo contínuo e crescente de enchimento. O Espírito Santo está tratando nosso caráter e à medida que as coisas imorais vão saindo de nossa mente e deixamos de praticá-las, Ele nos enche com o fruto do Espírito. Só que o indivíduo pode dar preferência ao vinho ou ao Espírito. Há uma antítese aqui: o vinho leva ao deboche, o Espírito Santo enobrece, o vinho nos torna bestiais, o Espírito Santo nos torna celestiais. Por isso, na hora da escolha, escolha ser cheio do Espírito Santo.

A partir do momento em que desenvolvemos a salvação (Fp 2:12), crescendo na graça e no conhecimento de Cristo (2 Pe 3:18) por meio do compromisso sério com o processo de santificação, leitura bíblica, oração diária e procuramos nos desvencilhar de todo mal hábito (Tg 1:21) e passamos a ter outros hábitos que revelam o rompimento com a velha vida do pecado (Rm 13:14) ou as obras da carne (Gl 5:19-21), sem dúvida alguma, o fruto deverá aparecer espontaneamente.

Curiosamente, a palavra fruto não aparece no plural, mas no singular, dando a ideia de que as nove virtudes descritas pelo apóstolo formam um só fruto. De fato, todos esses aspectos mostram a beleza moral, o caráter do nosso Senhor Jesus (1 Pe 2:21).

O mandamento "sede perfeitos" deve ser nosso objetivo de vida e o fruto nos ajudará a alcançá-lo (Fp 3:12-16). Fomos chamados para sermos santos. Essa é a nossa vocação. Não existe outro cainho para nós. Foi Deus quem disse: sede santos. É isso o que Deus espera da sua igreja.  Alguém já disse que o fruto é o amor e as outras virtudes são consequentes desse amor.

Caráter tem a ver basicamente com comportamento, atitude. Assim, o trabalho do Espírito Santo é criar em nós hábitos novo porque viemos do mundo totalmente marcados. O diabo pegava nossa alma e manipulava, era de uso exclusivo dele. Saímos de uma vida de escravidão, de domínio e o Espírito por meio da palavra de Deus trabalha para que aqueles hábitos pecaminosos e independentes de Deus sejam trocados por hábitos que manisfestem o que somos: luz e sal da terra. O Espírito trabalha de maneira incansável para que aqueles hábitos manipulados pelo diabo sejam substituídos por hábitos que manifestam o novo nascimento, o fruto do Espírito Santo. A igreja é onde paramos para aprender novos hábitos, novas atitudes e o mundo espera que nos aproximemos e possamos enchê-los com a vida de Deus que está em nós.

2 Co 5:17. A natureza de Deus está em pleno desenvolvimento dentro de nós (2 Pe 1:4/ 1 Jo 3:9). Só precisamos nos submeter ao senhorio do Espírito Santo, porque sem Ele, não conseguiremos nenhuma dessas maravilhosas qualidades. Nenhuma denominação ou homem pode nos dar essas qualidades. Em Sua sabedoria, Deus sustenta todas as coisas pelo Seu poder. Isso tudo está na mão do Espírito Santo. De fato, dependemos totalmente do Espírito Santo, desde nossa salvação até a formação dessas características em nós (Jo 15:4,5).

O fruto do Espírito é amor

Na sequência do versículo, Paulo declara que o primeiro aspecto do fruto do Espírito é o amor, aquilo de mais elevado que conhecemos como amor. O amor é o mais poderoso lubrificante social que existe. Deveríamos viver lambuzados dele o tempo todo, pois só assim evitaríamos conflito em nossos relacionamentos pessoais. Se não houver o fruto do Espírito Santo que é o amor em nossos relacionamentos, vai haver atrito, discussões, doenças, problemas, desgastes. O ser humano foi feito para ser cheio do Espírito Santo, então quando o amor de Deus é tirado dele, o ser humano fica em atrito, bravo, brigando, mas o desejo de Deus é que vivamos em paz. Deus quer nos livrar da morte prematura. Muita gente deveria estar aqui, mas morreram porque não se lambuzaram nesse amor ágape.

O Espírito Santo é a causa da produção do fruto e no caso específico do amor, está escrito que o Espírito Santo derrama o amor de Deus em nossos corações(Rm 5:5). À medida que aprofundamos nossa comunhão com Ele, esse amor deve transbordar até fazer parte ativa do nosso caráter. Sem amor, é impossível esquecer o agravo e liberar o perdão.

O fruto do Espírito é alegria.

O termo alegria é manifestação externa de contentamento mediante gestos, palavras, ações. Deus é a alegria em pessoa e podemos afirmar q a alegria ocorre quando temos um relacionamento verdadeiro com Ele. Isso começa quando aceitamos a Cristo (Jo 1:11-13) e prossegue por meio do discipulado (Rm 14:17). A alegria é a satisfação que inunda nosso ser quando completamos com êxito alguma tarefa para Deus. A alegria como fruto do Espírito não pode ser contida por perseguição, dor ou qualquer tipo de adversidade. A alegria do Senhor é a nossa força (Nm 8:10).

O fruto do Espírito é paz

Em simples definição, paz é ausência de guerra ou outras hostilidades entre as nações, estado de harmonia entre pessoas, tranquilidade, serenidade. A paz talvez seja aquilo que o ser humano mais busca com insistência, mas longe de Deus não consegue encontrar. Ainda assim, mesmo diante das batalhas da vida, a paz nos é permanentemente comunicada pelo Espírito que em nós habita. Onde o Espírito Santo habita, ali haverá verdadeira paz (1 Co 6:19).

O fruto do Espírito é longanimidade

Esse termo também significa caráter paciente, que tem grandeza de ânimo, bondoso, generoso. A palavra do grego fala da capacidade que temos de aguentar e suportar as críticas, injúrias, divergências e diferenças de opiniões sem tentar impor as nossas.

O fruto do Espírito é benignidade

Qualidade de quem é benigno, propício, favorável, quem gosta de fazer o bem. A palavra no original tem a ver com a gentileza no trato com os outros. Essa virtude de caráter tem tudo a ver com relações interpessoais (Ef 4:31,32).  Portanto, ser benigno em nosso dia a dia é o mesmo que evitar ofender ou ferir com palavras e atos nossos semelhantes.

O fruto do Espírito é bondade

Natural inclinação de fazer o bem e não causar o mal ao próximo (Ef 5:9). Está em vista aqui o cuidado pelo discipulado, andar nos passos de Cristo e viver Sua palavra (Jo 13:34,35). A palavra original fala da capacidade dada pelo Espírito de sermos bondosos, indivíduos que agem em favor do necessitado sem medir consequências nem esperar nada em troca.

O fruto do Espírito é fidelidade

Qualidade de quem é fiel, quem permanece firme em suas obrigações, crenças e convicções. Fidelidade é sinônimo de lealdade, constância, digno de confiança. O original também é traduzido por fé, mas no contexto, tem mais a ver com a confiabilidade que demonstramos em qualquer compromisso assumido. Quem nasceu de novo, sabe que precisa ser honesto, sincero com Deus e com seu semelhante

O Fruto do Espírito é mansidão.

Brandura, de índole, qualidade de fala lenta, em tom baixo, alguém que é pacifico. Tem a ver com a calma que manifestamos diante de uma situação grave, terrível. Um exemplo disso é quando Cristo estava diante da mulher adúltera (Jo 8:3). Deus é favorável com quem é manso, moderado (Mt 5:5). Mansidão representa submissão à vontade de Deus e o Seu desejo é trazer essa mansidão para nossas vidas.

O fruto do Espírito é domínio próprio.

Moderar desejos, paixões, sobriedade no consumo de alimentos e bebidas. É o exercício do auto controle na vida diária. Quem se domina e renuncia a si mesmo de forma inteligente é como um atleta que treina para vencer. O Senhor nos deu o domínio próprio através do seu Espírito. Somos diariamente tentados, mas o Senhor derramou do seu Espírito sobre todos nós. O domínio próprio já nos foi dado, o Espírito Santo já manifestou em nós, mas as vezes falta a submissão a Ele, andar em espírito, confessando, falando, sendo sincero diante dEle, pois Deus não espera de nós perfeição, mas sinceridade, fidelidade.

Muitas vezes, o jejum, a oração são usados como moeda de troca, mas Deus não deve nada a nós, porque como filhos, Ele nos deu todas as coisas. Se continuamos presos em algumas áreas, é porque não nos apropriamos do que está escrito. As nossas tentações não são maiores do que as que Jesus passou, mas Ele deixou o modelo, o exemplo: Ele venceu o mundo pela palavra. Ele, sendo Deus, se submeteu ao Espírito Santo. O Espírito o conduzia e essa vida de submissão fazia com q a tentação chegasse, mas em momento algum Ele cedesse.

Existem áreas da nossa vida que nos confundem, nos abatem, nos trazem vergonha, mas o Espírito Santo nos diz para crermos na palavra porque o céu e a terra passarão, mas a palavra jamais passará. Deus chama a nossa atenção para nos voltarmos ao que Ele falou. Já basta Adão e Evea terem crido na serpente. Nós já vimos qual foi o resultado, mas quando olhamos para Jesus, podemos ver a consequência de quem crê. Ao Cristo que foi morto, crucificado, Deus o elevou para ser o Cabeça da Igreja.

Vale a pena obedecer a Deus?

Vale a pena obedecer a Deus acima de todas as coisas. Deus sabe o que estamos passando, mas nos diz que nosso Mestre também passou por essas tentações e venceu e, se Ele venceu, podemos também vencer, olhando para Jesus, o autor e consumador da nossa fé!

1 Co 9:25. Quando nós mantemos o nosso ego submisso ao querer de Deus, entraremos por um caminho que em algum momento da eternidade nos será permitido alcançar os mais elevados padrões morais que o Senhor planejou para nós (Fp 3:12-14 / Ef 4:11-16). Assim sendo, voltaremos a como era antes do pecado, mas enquanto isso não ocorre, precisamos ouvir com total atenção as instruções do nosso guia, o Espírito Santo.

Existe um curioso paradoxo: somente quando me aceito exatamente como sou é que pode haver mudanças radicais e genuínas em minha vida. Quando chego diante de Deus em sinceridade, humildade e digo a Ele quem sou, é que há a mudança verdadeira.

Segunda a noite
Preletor: Pr. Isaías
Texto base: Gl 5:22-23

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Flash Submersos - O agir do Espírito Santo sobre o homem
Jubrac Jacuí20:33

O agir progressivo do Espírito Santo sobre o homem

As escrituras mostram que o agir do Espírito Santo sobre o ser humano segue uma linha progressiva, crescente. Primeiro, Ele age para salvar o homem (At 1:8). Em seguida, Ele trabalha para mudar o caráter do homem e a isso chamamos de santificação (2 Co 3:18).
Deus envia a Jesus para salvar a humanidade (2 Co 5:19) e Jesus envia o Espírito Santo para guiar, fortalecer e ajudar a igreja em sua missão. Depois do Espírito Santo, não vira mais ninguém. Se os homens rejeitaram a Deus, veio Jesus. Se rejeitaram a Jesus, veio o Espírito Santo, mas se o rejeitarem, será o fim.

Convicção: O Espírito Santo não acusa ninguém de pecado, quem faz isso é o diabo (Ap 12:10). Por outro lado, o Espírito Santo convence o homem de seu pecado. No ato da evangelização, Ele imprime no coração do homem a verdade acerca da salvação em Cristo ou a condenação por conta da rejeição (Rm 3:23 / 6:23). Mas, é presumível q ele insista com o homem até o fim (Dt 30:18-20).

Quando falamos de benção e maldição, nos referimos à benção de quando o homem reconhece o que Deus fez por ele, a obra da cruz do calvário. Já a grande maldição, é quando, após conhecer sobre a verdade do que Deus fez por ele, o homem rejeita de forma voluntária Seu sacrifício. Deus dá ao homem o direito de escolher aceitá-lo ou não.

Por isso, a igreja precisa insistir em oração, em jejum, em testemunho, compartilhando e pregando para que, no tempo determinado, as pessoas possam reconhecer a benção da salvação e ficarem livres da maldição que é a condenação eterna.

A benção da salvação e da aproximação de Deus não pode ser paga ou retribuída por nós. Recebemos a graça da salvação e por isso hoje somos livres da maldição e podemos declarar e anunciar a salvação em Cristo Jesus. A igreja não pode deixar de testemunhar porque diariamente, vemos pessoas morrendo sem Cristo. É nossa responsabilidade comunicar a obra redentora de Cristo, nos escutem as pessoas ou não. Hoje somos resultado da graça, da misericórdia de Deus sobre nós, mas, no passado,Deus usou alguém para que olhasse para nós como almas necessitadas da salvação. Não podemos nos impressionar com a aparência, antes devemos anunciar o que Jesus fez por nós, porque Ele é capaz de fazer também por outras pessoas.

Regeneração: Jesus nasceu fisicamente por obra, poder e graça do Espírito Santo e toda pessoa regenerada por Cristo nasce espiritualmente por obra de Cristo (Tt 3:4,5). Foi o Espírito Santo quem preparou a obra redentora de Cristo e é quem trabalha para que hoje possamos ter vida.

Estávamos mortos em nossos delitos e pecados, mas o mesmo Espírito que fez a obra para que Jesus viesse em carne, fez a Sua obra em nós para que pudéssemos viver em Espírito, debaixo da Sua direção e da Sua palavra. Não há diferença. Como o Espírito agiu em Jesus, ele agiu nos demais filhos de Deus. Da mesma forma que Jesus se sujeitou à vontade do Pai, Deus espera que todos os Seus filhos se sujeitem à Sua vontade. Nós fomos gerados do mesmo Espírito que Jesus, por isso temos a condição de sermos semelhantes a Ele.

Nós somos luz do mundo, sal da terra, templos do Espírito Santo, servos do Deus altíssimo. Nada pode tirar essa vocação de nós.

Regenerar é o mesmo q gerar de novo, renascer. O homem natural está morto em seus delitos e pecados, é uma espécie de morto vivo (Lc 9:60), mas quando o homem abre seu coração para Deus, o Espírito Santo planta nele a semente divina (1 Jo 3:9,10) e a natureza de Deus traz vida para onde só havia morte.
Todo aquele q é nascido de Deus n vive na prática do pecado. Pecamos, falhamos, mas não temos alegria, prazer em pecar. Nós, em nossas limitações estamos sujeitos a errar, pecar a falhar, o que é totalmente diferente de quem se alegra, planeja, fica ansioso pra praticar o pecado.Os filhos de Deus n vivem na prática do pecado, n se escondem atrás da religião, mas reconhecem q o peado faz separação entre nós e Deus. Por isso, quando pecamos, temos liberdade p orar e confessar nosso pecado e Ele é fiel e justo para nos perdoar e purificar.

Todos podemos errar, pecar, mas nós não desejamos, não temos a motivação de pecar, pelo contrário, quando isso acontece, imediatamente confessamos, deixamos o pecado e nossa comunhão é restabelecida. E quando isso acontece, voltamos a sentir prazer na oração, no louvor e na leitura da palavra de Deus.

Habitação - Somos a habitação do Espírito da verdade que o mundo n pode receber (Rm 8:9). No Antigo Testamento, Deus estabeleceu a festa dos Tabernáculos (Lv 23:24). Essa festa teve seu cumprimento profético em Cristo, mas hoje o ES está habitando aqui na Terra, em nossos corpos, que são templos do Espírito (1 Co 6:19), por isso precisamos tomar cuidado com como usamos nossos corpos. Isso nos permite saber a direção, pois Ele nos guia em toda a verdade (Jo 16:13), nos protege, refrigera, ilumina e aquece.

Santificação - 1 Pe 1:2 / 2 Ts 2:13. O Espírito Santo nos santifica mediante a Palavra de Deus (Jo 17:17), o sangue de Cristo (Hb 13:12) e a oração persistente (Rm 8:26, 27 / 1 Tm 4:5).

O maior problema da geração dos Israelitas que saiu do Egito é que o Egito nunca saiu deles. O Egito é uma figura da mentalidade mundana, do velho homem que as vezes permanece me nós, mas Deus quer tirar o “Egito” das nossas mentes (Tg 1:21). A regeneração nos torna novas criaturas (2 Co 517). Somos como bebês diante de Cristo (1 Co 3:1), mas precisamos crescer (HB 5:11-14). A santificação produz a edificação na vida da igreja (Ef 4:11-16).

É um processo que dura a vida toda, mas para que seja eficaz, precisamos estar comprometidos com a leitura bíblica, oração diária, etc. A cada dia somos transformados na perfeita imagem moral de Cristo. As dificuldades q passamos são instrumentos do Espírito para moldar nosso caráter (Rm 12:2). Com o passar do tempo, vamos pensando, falando e principalmente agido como Jesus Cristo. Isso é a santificação na prática.

Glorificação - Rm 8:18 / 1 Co 15:42 / CL 3:4. O Espírito de Deus habita em nós, mas ainda não temos muita noção disso. No dia do arrebatamento da igreja, Ele transformará nosso corpo e nos levará ao encontro do Senhor nos ares (1 Ts 4:17).

O Espírito Santo nos alcançou para Cristo, produziu uma mudança de natureza e continuará a nos moldar até o dia em q formos arrebatados. A partir de quando Deus nos deu o Seu Espírito Santo, temos convicção, regeneração, habitação, santificação e glorificação em nossa vida. 

Domingo a noite
Preletor: Pr. Isaías
Texto base: Jo 16:8-11

Flash Submersos - A Pessoa e Obra do Espírito Santo
Jubrac Jacuí20:28

Do início (Gn 1:1,2) ao fim (Ap 22:17) das Escrituras, podemos vemos o agir da Terceira Pessoa da Trindade. Mas, quem Ele é e o que faz?

A Personalidade do Espírito Santo

A primeira característica pessoal do Espírito Santo é a razão ou inteligência (Jo 14:26 / Rm 8:16). Ele ensina porque sabe e sabe porque raciocina, porque Ele pensa.

O segundo atributo de personalidade do Espírito Santo é a vontade própria (At 16:7). Por Sua sabedoria, Ele estabelece critérios para distribuir os dons pela igreja (1 Co 12:11).

A terceira característica da personalidade do Espírito Santo são os sentimentos (Is 63:10 / Ef 4:30).

Por último, a bíblia revela a personalidade do Espírito Santo por meio do que Ele realiza (Sl 139:7). Além disso, o Espírito fala, nomeia e envia líderes (At 13:2). Ele também intercede e ajuda os crentes piedosos (Rm 8:26). Ele guia e revela (Jo 16:14 / 1 Co 2:10,11).

Precisamos ter profundo conhecimento da bíblia para conhecermos as características do Espírito Santo e não sermos enganados por correntes que acreditam e pregam o contrário do que diz a bíblia. Alguns grupos, inclusive, afirmam que o Espírito Santo não faz parte da trindade por ser Espírito e não possuir corpo, mas Jesus disse que Deus é Espírito e não pode ser limitado a um corpo físico (Jo 4:24). A palavra revela o que é de direito da igreja saber e nos afirma que o Espírito Santo é sim a Terceira pessoa da Trindade.

A divindade do Espírito Santo

A divindade é a essência divina, Deus. Do ponto de vista teológico, o Espírito Santo também é Deus porque possui atributos divinos como eternidade, não tendo início nem fim (HB 9:14), onipresença, estando em todo lugar (Sl 139:7 / Jn 1:9,10), onipotência, Ele pode todas as coisas (1 Co 12:11/Rm 15:19) e onisciência, conhecendo todas as coisas (Is 40:13,14/Rm 11:34).

O Senhor conhece todas as coisas e todas as nossas atitudes e isso deve nos causar alegria. Já foi o tempo em que, ao ouvirmos isso, ficávamos cheios de temor, de insegurança. Como igreja, temos segurança em saber que Deus conhece tudo em nós, todos os nossos pensamentos e nossas obras. Não podemos viver com máscaras nem fugindo desta que é a nossa realidade.

Se os nossos pensamentos e obras não estão glorificando ao Senhor, temos a promessa de que, se confessarmos nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar e purificar de toda a maldade. Esse direito foi adquirido na cruz e Ele quer que o exerçamos.

Obras divinas realizadas pelo Espírito Santo

As obras divinas realizadas por Ele põem em destaque Sua natureza divina. Ele é o Espírito Criador (Gn 1:2 / SL 104:30) que também criou o homem (Jó 33:4). No princípio, quando não havia nada, o Esp. de Deus trouxe tudo à existência.

Ele também inspirou os autores humanos a escrever a Bíblia sagrada (2 Pe 1:21 / 1 Pe 1:10-12). O milagre da regeneração do homem é obra exclusiva do Espírito Santo (Jo 3:5,6/ Tt 3:5). Quando cremos em Cristo, o Espírito produz uma nova vida em nós e nos faz renascer espiritualmente (2 Pe 1:4). Quando o homem crê na obra da salvação de Cristo Jesus, o Espírito Santo o convence e o homem agora nasce espiritualmente. Por isso, nossas atitudes são diferenciadas das dos que não passaram pelo novo nascimento. O mundo precisa ver que nós passamos de verdade pela experiência do novo nascimento, do estado carnal para um estado espiritual.

Deus diz que o seu povo pode ouvi-lo e compreendê-lo porque é o Espírito falando a seres que também são espirituais. Existem pessoas que não entendem o que a Bíblia diz, por exemplo, porque seus olhos ainda não foram abertos, mas quando o EspíritoSanto os abrir, a pessoa consegue compreender e viver com profundidade a verdade. Aqueles que ovem a Deus tem autoridade para falar de Deus.

Outra obra exclusiva da divindade é a ressurreição dos mortos (RM 8:11). A igreja crê que, assim como Jesus saiu da sepultura, nossos irmãos que dormem no Senhor serão ressuscitados. Ele tem esse poder porque Ele é a própria vida (RM 8:10).

Além das obras divinas do Espírito Santo, a bíblia fala que Ele está unido ao Pai e ao Filho por meio do processo batismal (MT 28:19), na benção apostólica (2 Co 13:14), no batismo de Jesus (Mt 3:16, 17), na unidade da Sta Trindade (1 Jo 5:7) e na distribuição de dons e ministérios na igreja de Cristo (1 Co 12:4-6).

Como vimos, o Espírito Santo é uma pessoa porque sente, pensa e tem vontade própria. A Bília nos revela que não é preciso ter um corpo para ser uma pessoa. Portanto, o Espírito Santo existe como espírito eterno. Além disso seu atributo divino de onipresença n permite que Ele fique limitado a um corpo físico.

Domingo de manhã
Preletor: Pr. Isaías
Texto base: At 5:3-4

Flash Submersos - Poder para morrer
Jubrac Jacuí20:24

No texto de At 1:1-8, há a promessa de que receberemos poder, o que significa que seremos testemunhas de Jesus e receberemos poder para morrer.

LC 22:54 e 57 relata a história de Pedro vivendo exatamente isso. Ele acreditava que Jesus era o Messias, mas vê Jesus sendo preso, humilhado, martirizado e Pedro começa a ficar com muito medo e a seguir Jesus de longe para pelo menos ver o que aconteceria com Ele. Após a morte de Jesus, isso também aconteceu com todos os discípulos, como podemos ver em Jo 20:19.

Em Jo 21:13, Pedro decide voltar à sua rotina anterior de pescador e os outros discípulos decidem ir com ele. Eles ficam animados quando Jesus aparece, mas só ficam tranquilos de verdade quando Jesus garante que, apesar de ir embora, vai mandar outro como Ele para estar o tempo todo conosco e os instrui a ficarem em Jerusalém (Lc 24:49). E após Jesus ser assunto ao céu, vem os anjos e dizem pra os discípulos obedecerem e esperarem em Jerusalém. Se Jesus mandou você esperar, espere porque Ele vai fazer.

Quando eles estão reunidos em Jerusalém, vem do céu um barulho como vento e eles são cheios do Espírito Santo (At 2:1-18). Então, o mesmo Pedro que estava acompanhando Jesus de longe, agora cheio do Espírito Santo, se coloca em pé e explica que eles não estão bêbados, mas explica que eles estão cheios do Espírito Santo, como profetizou o profeta Joel (At 2:17).

Depois da vinda do Espírito Santo, as coisas começam a mudar e tomar um novo rumo. Pedro e João vão ao templo orar e encontram um paralítico a porta do templo (At 3). Eles n tem esmola, mas dão o que tem: ele é curado. E em AT 4:3 relata que, apesar de eles terem feito bem ao paralítico, foram para a prisão e Pedro se lembra da palavra que Jesus tinha dito em Lc 21:12-19. Diante do Sinédrio, eles começam a testemunhar de Jesus porque estavam cheios do Espírito Santo (At 4:7). Em At 4:31, relata que eles foram soltos e oraram. Por continuar pregando, Pedro é interrogado novamente At 5:27 e prega novamente diante do Sinédrio.

At 6:8-10 fala sobre Estevão que, mesmo preso, humilhado e com falsa testemunha ainda tinha o rosto como de um anjo, o que reforça que seremos cheios do poder para sermos mortos por amor ao Seu nome. Em At 7:54-60, Estevão cheio do Espírito Santo continua dar testemunho de Jesus e vê a glória de Deus. Cheio do Espírito Santo, recebe poder para morrer.

Às vezes, a gente tem impressão de que o Espírito Santo vai vir sobre nós e nós seremos sobre-humanos, mas o poder que recebemos é pra pregar, se as pessoas não gostarem da nossa pregação, nos perseguirem e até matarem e nós dormiremos para acordar na glória com Deus. Sem o Espírito Santo, não aguentamos as afrontas nem ser mártir por sermos testemunhas de Cristo.

At 8: 1-4 fala sobre a dispersão da igreja por conta da perseguição, o que fez com que o evangelho se disseminasse mais ainda, pois eles começaram a estabelecer igreja por onde passavam.

At 9:11-16 começa a contar de Saulo, que já começa sua vida cristã com a consciência de que sofreria pela Mensagem. Então a partir de At 9:23, as pessoas começam a planejar matá-lo, a persegui-lo como também a Barnabé (At 13:50-52 / At 14:1-7), Paulo foi apedrejado (At 14:19,20), preso com Silas (At 16:19-24) e se meteu em mais confusão ainda (At 17:15), mas é o mesmo Paulo que fala em Gl 2:20 que já está crucificado com Cristo e a vida que vive hoje é pela fé no filho de Deus. É dessa fé que precisamos para morrer.

Existe uma morte que nós temos que morrer todos os dias: a morte para o eu, para o ego, para nossos próprios planos e sonhos. A gente fica emocionado quando ouve falar de missionários e de quem vai e se arrisca para pregar o evangelho, mas quando o Espírito Santo nos fala que temos que morrer, a gente tem uma certa dificuldade.

Deus quer q vivamos em santidade, apesar de, no mundo, ouvirmos que santidade, virgindade é uma besteira e nos humilharem por sermos diferentes, mas o que Deus ensina é que devemos passar por isso felizes, estando cheios do Espírito Santo.

Nós podemos morrer para nossas vontades, para nosso orgulho. Mas, para morrer, precisamos estar cheios do Espírito Santo.

Sábado pela manhã
Preletor: Pr. Luciano
Texto base: At 1:1-8

Flash Submersos - Tempo com Deus
Jubrac Jacuí20:21

Quando pequena, a Paula relata que ouvia falar que Jhon Wesley passava de 6 a 8h orando e se perguntava o que ele tanto tinha para falar com Deus, por que ele passava tanto tempo orando.

Dúvidas como essa vem em nossos corações porque nos falta experiência de oração. Às vezes, enxergamos a oração como uma varinha de condão que faz tudo acontecer em nossas vidas, mas isso não é o que Deus tem para nós.

Normalmente quando começamos a orar, fazemos pedidos diante de Deus e em raros casos, começamos a agradecer a Deus pelo que Ele faz. Mas pense em um relacionamento baseado em pedidos: toda vez que você vê uma pessoa que você ama muito, ela vem te pedir um favor. Você gostaria de se relacionar com alguém assim? Claro que não, porque quando a gente se relaciona, quer compartilhar sonhos, projetos, coisas que vivemos, ouvir um "eu te amo", porque isso é um relacionamento. Mas quando a oração fica só no nível de pedido, não entramos nesse nível mais profundo.

Para nos ajudar a orar, podemos seguir o modelo de oração apresentado no livro Ocupado demais para deixar de orar, que é baseado na sigla ACAS.

Adoração - focar-se em Deus - quando conhecemos mais quem Deus é e o reconhecemos em nossas vidas. Quando você for iniciar o seu momento de oração, comece agradecendo e adorando a Deus por quem Ele é. A adoração tem duas palavras-chave: o reconhecimento e a gratidão. Nós precisamos reconhecer quem Deus é para nós para começarmos a ver a ação de Deus em tudo.

Confissão - Nomeando pecados - 1Jo 1:9. Quando confessamos nossos pecados diante de Deus, estamos indo mais fundo e tirando aquilo que nos afasta de Deus - o pecado. Ao confessarmos a Deus, estamos concordando com Deus que estamos errados, que fomos perdoados e que estamos arrependidos e quando se fala de arrependimento, estamos falando de uma mudança total de atitude. Quando confessamos dessa forma, é bem diferente de quando falamos: Senhor, perdoa todos os nossos pecados, porque assim, nós não reconhecemos exatamente o que fizemos.

Agradecimento - expressar gratidão - quando lemos sobre os dez leprosos, vemos uma proporção: 10 pessoas foram curadas e só uma voltou para agradecer e isso mostra como somos: mais propensos a pedir do que a agradecer. Você já agradeceu a Deus pela sua família, seus amigos, sua casa, coisas simples como essas? Quando temos o coração grato, agradecemos a Deus por tudo que acontece e Deus quer nos levar a esse nível de gratidão. Deus se enche de alegria quando o agradecemos e entendemos o que Ele faz em nossas vidas.

Súplica - pedidos, petições - em último lugar no nosso modelo de oração. Podemos pedir a respeito de tudo. Uma das coisas que hoje assola nossos corações é a ansiedade, mas em Fp 4:6, temos um exemplo de como proceder: apresentar a Deus toda nossa ansiedade e pedidos. Podemos pensar na súplica como quando jogamos uma pedra na água e isso cria um reflexo que vai aumentando. O começo é quando pedimos por nós e nossa família, então, aumenta pra nossa igreja, aumenta um pouco mais, oramos pela cidade, pelos vizinhos, aumenta ainda mais e oramos pelo país e pelos missionários e pode aumentar ainda mais e mais. Mas, às vezes oramos só por nós e nossa família, ficando no raso e deixamos de desfrutar de outras bençãos que podem alcançar também a nós quando pedimos pelo país, por exemplo. Deus responde quando o pedido, o momento e você estão na posição certa. Devemos nos perguntar: Qual é minha motivação para pedir isso? O que estou pedindo glorifica a Deus ou edifica quem está ao meu redor? Às vezes Deus demora para nos responder pra testar a nossa fé, pra mudarmos nosso pedido ou para que nosso caráter seja desenvolvido. Como é difícil esperar! Mas enquanto esperamos, Deus está trabalhando e agindo em nós. Quando há pecado ou há alguma coisa errada em nossa vida, isso também pode atrasar a resposta. Quando essas coisas acontecem, elas podem fazer com que Deus demore para nos responder, mas quando estamos com tudo isso certo, ele nos diz: "Vai e faz".

Existem também os destruidores de oração:
  • A falta de oração (Tg 4:2);
  • O pecado não confessado (Is 52:11);
  • Conflitos não resolvidos - a palavra diz que quando temos algo contra alguém, primeiro temos que ir e resolver para que isso não impeça nossa oração de chegar a Deus;
  • O egoísmo;
  • A atitude displicente (Pv 21:13).
Sábado pela manhã
Preletora: Paula Freitas

Flash Submersos - A Teologia do Espírito Santo na História
Jubrac Jacuí20:12

O Espírito Santo no Antigo Testamento

Curiosamente, a expressão Espírito Santo aparece apenas 3 vezes no Antigo Testamento. Contudo, há cerca de 80 citações relacionadas ao Espírito Santo no Antigo Testamento: Ele aparece como executor da vontade de Deus; atua em pessoas específicas como Moisés; no tempo dos Juízes, Deus coloca Seu Espírito sobre os juízes escolhidos para conduzir a nação; quando Saul foi escolhido Rei de Israel, o Espírito do Senhor se apossou dele e, quando ele insistiu em desobedecer a vontade de Deus, o Espírito saiu dele, ficando apenas em Davi e o inspirando a escrever Salmos e poesias. Também com os profetas, Deus os encheu com Seu Espírito para usá-los de forma poderosa para falar com Seu povo. Isso mostra como o Espírito Santo, mesmo que ainda não tivesse sido derramado, atuava em meio ao povo de Israel.

O Espírito Santo no Antigo Testamento

Já no Novo Testamento, o Espírito Santo é narrado atuando na vida de Jesus, o Messias e é citado pela primeira vez já no anúncio do nascimento de Jesus (Mt. 1:18 e 20). Portanto, desde as profecias do nascimento de Jesus, podemos notar o quanto o Espírito Santo agia e estava presente na vida do Messias enviado (At 10:38).

Isso é uma evidência incontestável de que Jesus viveu e teve seu ministério totalmente na dependência do Espírito Santo, tendo realmente se esvaziado de si mesmo para ser cheio do Espírito de Deus e cumprir sua missão redentora pelo Seu poder (FP 2:5-8).

O que vemos na obra da redenção é toda a Trindade reunida para trazer o homem novamente a Deus, ou seja, Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo trabalhando como um só. E por fim, na história de Jesus Cristo, é o Espírito Santo quem o ressuscita (RM 8:11).

Então, antes de ser assunto ao céu, Jesus instrui seus discípulos a aguardar pela vinda do Espírito Santo em para que recebam aquele que será o comandante que está adiante da igreja, o Espírito Santo que os reveste de poder. Quando a palavra afirma de maneira categórica que as portas do inferno não prevalecerão contra a igreja, não é porque a igreja é de uma religião ou superior a qualquer outra, mas porque o Espírito Santo está no comando da igreja.

No dia de Pentecostes, o Espírito Santo é derramado sobre a igreja para nunca mais deixá-la. Jesus falou: Espírito Santo, fica para sempre. As perseguições vêm, as adversidades vêm, mas o Espírito Santo não abandonará a igreja. Nem levante do inimigo, nem avanço da tecnologia, nada fará com que o Espírito Santo abandone a noiva do Cordeiro.

A partir de quando o Espírito Santo foi derramado, a igreja passa a batizar os novos convertidos em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Que ousadia! Aquele Espírito Santo que era conhecido apenas em alguns momentos e por alguns homens do velho testamento, agora os discípulos batizam a multidão em nome dos três e eles tem essa autoridade porque agora, o Espírito Santo está com a igreja.

Há mais de 55 referências ao Espírito Santo somente no livro de Atos dos Apóstolos. Aliás, esse livro também poderia ser chamado de Atos do Espírito Santo, porque Ele veio para organizar a igreja e fazê-la crescer. O crescimento da igreja não passa por estratégias humanas ou dogmas. O crescimento quem dá são Deus e o Espírito que atua na igreja.

Nós podemos pregar, curar os enfermos porque é Deus quem realiza a obra e traz o crescimento da igreja, como em Atos 13:1-3. Não há dúvida de que é nos escritos do Apóstolo Paulo que Deus nos permite conhecer de maneira sistemática a pessoa e obra do Espírito Santo, como em Rm 8:9 e 14. Nas cartas de Paulo, encontramos a doutrina do batismo com o Espírito Santo (1 Co 12:13) e aprendemos que é o Espírito Santo quem insere o novo crente no Corpo de Cristo (Ef. 1:23).

Quando o Espírito Santo convence uma pessoa, a igreja, o Corpo está aqui. Cabe ao Espírito conduzir o novo membro a fazer pare do Corpo de Cristo. Isso não é feito com arranjos ou sabedoria humana. É o próprio Espírito Santo quem faz com que aquela pessoa se torne parte do Corpo de Cristo. A partir disso, o Ele tem toda a liberdade para agir na vida da pessoa e fazê-la crescer, prosperar. Quando Ele insere alguém no Corpo, não é para a pessoa ficar estagnada, parada, mas para que a igreja e a pessoa cresçam, pois é o Espírito Santo quem enche, quem comanda, quem enxerta, quem faz, ou seja, estamos seguros nas mãos desse Deus todo poderoso.

Quando oramos a Deus, não oramos sozinhos e Deus fica de longe tentando escutar. Antes, o Espírito nos ajuda intercedendo por nós, como Paulo escreve em Rm 8:26. Será que quando a igreja ora Deus pode nos responder, sendo que Ele mesmo é quem intercede por nós? A palavra de Deus garante: a oração do justo pode muito porque quem intercede por nós é o Espírito Santo de Deus.

Imagina a sabedoria de Deus: em um mundo de trevas, onde o que impera é a maldade, Deus chama Sua igreja para fora e nos dá os frutos do Espírito (Gl 5:22,23) e nos conduz novamente ao mundo como a ovelhas em meio aos lobos. O mundo não entende como alguém pode viver com essa graça e não sabe como lidar com essas coisas porque o q faz sentido para o mundo é o oposto da maneira como o Espírito nos ensina a viver.

O próprio Espírito Santo inspirou Paulo a sistematizar a doutrina do Deus que habita em nós. A igreja é a habitação de Deus no Espírito Santo e não pode ter dúvida disso. Deus habita em nós. Não em templos, mas em mim e em você.

O Espírito Santo sob a perspectiva escatológica

No livro profético do Apocalipse, o Espírito Santo aparece o tempo todo. Seu trabalho na terra é a formação e a edificação do Corpo de Cristo, que é a igreja (Ap 22:17). Quando os salvos chegarem ao céu, então virá ao fim, como está escrito em RM 11:25. Ou seja, agora é hora da igreja. A graça está sobre nós. Agora é o momento de pregarmos, comunicarmos a Mensagem de Cristo, mas chegará uma hora em que o tempo se encerrará. A porta está aberta e aquele que abriu, ninguém pode fechar, mas quando Ele fechar, ninguém mais poderá entrar. Por isso, agora é tempo de falar que Jesus salva, cura, batiza com o Espírito Santo.

Então, se cumprirá a promessa da vinda de Cristo para nos buscar (Jo 14:3). Essa é nossa viva esperança.

Primeiro, Deus ressuscitará os que morreram em Cristo (1Ts 4:13-17) e, em seguida, haverá a transformação gloriosa dos crentes para o arrebatamento da igreja (1 Co 15:51,52). Cristo foi o primeiro a ser ressuscitado em glória (1Co 15:20) e os crentes santificados serão os próximos na vinda dele (1 CO 15:23).

Tudo o que Deus deu a Moisés como ritual era símbolo do que Ele faria em Cristo. Assim como o ritual dos molhos de cereais e do sacrifício do cordeiro em Lv 23:9-14 , Cristo morreu e ressuscitou e nós podemos ter a esperança de que ressuscitaremos com Ele. Jesus vive e se Ele vive, aqui está um povo que vive a vida de Deus e da mesma forma que o Espírito Santo ressuscitou a Jesus, ele ressuscitará os escolhidos naquele dia (Rm 8:11 / 1 Co 614 / FP 3:21).

Hoje, a morte olha e vê o corpo se decompondo e entende que prevaleceu, mas o Senhor Jesus ressuscitou e, com isso, diz que a morte não venceu. A morte venceu uma batalha, mas não a guerra porque a palavra diz que somos mais do que vencedores em Cristo Jesus. Hoje, a morte arranca lágrimas de nós, mas temos a esperança de que na eternidade, Ele enxugará toda lágrima (At 2:38,29 / 1 Co 6:19).

É por meio do Espírito Santo que seremos arrebatados e iremos ao encontro de Jesus nos ares (1 Ts 4:17). Assim como os foguetes e aviões precisam de combustível, nós seremos arrebatados porque o Espírito Santo já está em nós e quando a igreja for ao céu, Ele irá conosco. Ele é nosso combustível e nos leva para a glória.
Mas o tempo virá quando Ele finalmente retornará aos céus juntamente com a igreja. Na hora que o Pai disser para Ele voltar e levar consigo a noiva, nada nessa Terra poderá nos impedir porque nosso coração não está no ouro, na prata, no poder, mas em Deus e quando a hora chegar, subiremos pelo poder do Espírito Santo porque Ele está em nós, Ele não nos deixa nenhum minuto sequer!

Após o arrebatamento, o Espírito Santo volta a agir na Terra como agia no Velho Testamento, apenas em momentos e pessoas específicas. Mas antes de tudo isso, a igreja e o Espírito se unem para declarar: Maranata, ora vem, Senhor Jesus.

O anticristo está na Terra desde os tempos remotos, mas é impedido de agir pelo Espírito Santo (2 Ts 2:7) e quando o Ele não estiver mais aqui, ai daqueles q ficarem (Ap 12:12).

A palavra original "espírito" do grego também pode ser traduzida como fôlego. Devemos tudo ao Espírito de Deus, pois sem Ele não haveria vida, muito menos as escrituras (Tg 1:21 / Gl 5:16, 17)

Para o Espírito Santo agir em nós, é necessário submissão constante e total dependência de Deus (EF 5:18).

Sexta-feira à noite
Preletor: Pr. Isaías
Texto base: 2 Pe1:21